Segunda-feira, Junho 29, 2009

... E o pano fechou...


Ontem, o dia 28 de Junho de 2009 tinha, por si só, razões para me emocionar... fazia precisamente 1 ano que tinha estado no Politeama a assistir, da 1.ª fila (nem vale a pena comentar que a cadeira era a mesma), a um incrível espectáculo que marcou profundamente a minha vida. Há um ano atrás, junto à porta dos artistas, fui empurrada pela minha mãe para pedir um autógrafo... devia estar vermelha como um tomate, porque envergonhada estava mais do que muito. Este ano o estado de espírito era diferente...

A peça era outra, o elenco também, mas o desejo de lá estar era igual! Não queria deixar passar o fim deste espectáculo.
O almoço foi divertido, bem-disposto, com direito a brigadeiro, fotografias e colheres de galão...

O espectáculo aquilo que se esperava, um derramar de talento que chegava até nós na música, nas vozes, na representação, nas coreografias e, principalmente, na entrega de alma. Não foi a primeira vez que assisti mas foi a última, por isso, as músicas tiveram um sabor diferente do habitual e, trauteando as letras fui-me despedindo, segundo a segundo, música a música, de mais este musical. Ao longo de todo o espectáculo, em cada entrada de um novo actor, na mudança do cenários, no fim das músicas... as palmas saíam da plateia com a naturalidade do respirar. Eramos todos um corpo de mãos a dizer Obrigada, a reconhecer humildemente o vosso inesgotável talento e a expressar, sem palavras, que seja o que for que venha a seguir, no palco, atrás dele ou fora dele manteremos as palmas e o carinho.

Com o cair do pano e os aplausos gerais, as mãos não doiam por isso continuamos a bater palmas. O discurso do Mestre foi emocionado, divertido e, mesmo sem som no microfone a sua voz chegou a todos no seu reconhecimento pelo excelente trabalho de todos. Parabéns por mais este projecto! E agora todos em conjunto: VIVA O TEATRO!

E assim foi... o pano caiu e os cenários começaram a deixar de existir!

Cá fora a espera foi pautada pela continuação dos disparates, pelas fotografias loucas e por uma boa disposição que servia para disfarçar a tristeza que sentiamos e que procurámos diminuir com carinho. Não vou especificar nomes mas um beijinho especial de agradecimento a todos aqueles que nos dedicaram um bocadinho do seu tempo para nos acarinhar com um sorriso, uma palavra ou, especialmente com um abraço apertadinho e um até logo!

A vocês que partilharam comigo mais esta saída, mais este cair de pano um agradecimento especial por tudo, em especial pela vossa amizade! Às que acabaram de chegar, espero o reencontro, para breve, numa outra qualquer aventura cultural, porque a vida é escassa e só faz sentido se encontrarmos o caminho que é feito de sorrisos e flores.

A ti que não pudeste ir connosco, cumpri o prometido e levei-te guardada dentro do coração e aplaudi também por ti.

Meu querido, quando passares por aqui, não podia passar sem te deixar uma palavra especial de agradecimento por tudo o que este ano partilhamos. Não desapareças! Aproveita bem para descansar e, qualquer coisinha, já sabes, fazes o favor de avisar... e mesmo que não aconteça nada... dá notícias na mesma!... a palavra era incondicional e não incontestável mas pronto, eu perdoo-te.

Beijo grande e um abraço apertado. Mais uma vez Parabéns e Obrigada por tudo! Sempre!


Isto hoje ficou assim um bocadinho para o lamechas mas pronto!
Eu sou assim e não há nada a fazer!

Beijoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

2 partilhas:

Susana disse...

Um final emocionante como dizes.
De facto os nossos disparates, habituais é certo, mas era tambem para disfarçar as saudades que já estavamos a sentir de todos eles.

Continuo a achar incrivel como uma simples peça de teatro conseguiu unir tantas pessoas. Fantástico mesmo e so digo bendito JCS que, entre muitas outras pessoas, fez com que hoje te tivesse como AMIGA.

Pq para mim és especial e eu nao sou muito boa nestas coisas so te digo que te amo.
Tb tou lamechas ó Vânia, isto faz-nos maliiii carago :)

Beijinhos e ve se vens rapido ao norte

The Star disse...

Posso fazer minhas as palavras a nossa querida Su? É que tudo o que ela disse, eu sinto!
A ti Papiro, devo-te... tu sabes o quê... não fosses tu, hoje talvez não fizesse parte deste grupo tão fantástico e não teria passado momentos memoráveis a teu/vosso lado em excelente companhia.
À Su e à Dina, devo o facto de me terem introduzido no mundo do JCS e de me terem dado o voto de confiança ao me convidarem a fazer parte de tanta animação.
Há um ano atrás estava longe de imaginar como a minha vida iria mudar (de forma tão positiva!). Como é que pequenas coisas, como o simples facto de ir ao teatro, ver uma peça que nos marca tanto, pode fazer juntar todas estas pessoas… Melhor, juntámo-nos por um interesse em comum e quando damos por isso, vemos como temos muito + o que nos liga. Nem a distância física nos demove e, muito à custa das novas tecnologias, vamos tentando colmatar o facto de não estarmos sempre juntas, fisicamente.
O dia de ontem pode ter sido muito duro emocionalmente, mas foi tão delicioso, estarmos todos juntos, por várias causas, o aniversário de alguém, um almoço de convívio, conhecer algumas pessoas novas, assistir à despedida da peça, estar com aqueles que já fazem um bocadinho parte dos nossos dias… O que mais custa? Ver que já passou e foi tudo tão rápido. Só apetece pedir bis… Mas o sentimento, esse fica cá.
Como vêem, eu também sou lamechas, ao ponto de agora sentir o coração pequenino, pequenino.
Para finalizar, quero distribuir abracinhos e muito beijos por vocês.
É só um até já!