terça-feira, dezembro 21, 2004

A paz perdida dentro de mim

Em sonhos de luz e cores
Me deixo envolver em pensamentos profanos.
Pudera eu deixar de sonhar e pensar
E talvez conseguisse vislumbrar por instantes
O éden perdido nas encostas escarpadas
De um mar profundo e revolto
Que existe bem longe da minha compreensão.
Pudera eu entender a minha alma
E saberia qual o rumo a seguir.
Pudera eu ter nas mãos o graal da vida
E deitá-lo-ia para bem longe
Das mãos dos Homens, das minhas próprias ...
Para viver a vida que tão somente quero viver.

Vg



1 comentário:

Navalha disse...

durante uma conversa de café que tive recentemente com o joão, o meu caro companheiro de letras, descobri, não por mérito próprio de quem perunta, mas por mérito de quem me informou, que a Vânia tem também um blog. Poesia. Só lamentei um pouco não o ter descoberto mais cedo, a verdade é que me deixou curioso e como qualquer criança que anseia por abrir uma nova prenda, decidi visitá-la, neste seu espaço. Certamente que virei cá mais vezes.quanto à sua poesia em particular, adianto-lhe desde já que a acho carregada honestidade. este poema em particular esquiva-se bem a moldes de taxativa simplicidade ou complexidade. é um poema por gosto e vontade própria. eu, pelo menos, foi assim que aprendi a gostar de poesia. senti-a como feminina, um pouco elegante até, devido a esse mesmo facto. mas tudo bem. deixo outras palavras para novas visitas e não esqueço a companhia de quem lê, unicamente por vontade própria - a mesma companhia com a qual nos tem brindado no nosso blog.

(Pedro)