terça-feira, fevereiro 15, 2005

Imagens de Prata

Desta linda Lisboa onde vivo,
Escrevo frases que não sei,
Penso coisas sem sentido.
Esta Lisboa onde vivo é luminosa como nenhuma outra;
O seu azul é quente, e a luz que vem do Tejo
Escoa pelas estreitas ruas da cidade
De tal forma simples e calma
Que a maioria das pessoas
Sempre apressadas e atrasadas,
Não têm tempo de apreciar.
A falta de tempo, sempre a falta de tempo,
Esquecemo-nos de que talvez nunca tenhamos o devido tempo para apreciar aquela sensação ou imagem.
Por isso descanso neste café,
Repouso o olhar neste rio de prata e céu
E tento captar em palavras aquilo que não conseguirei jamais exprimir.
Mais não sei fazer, quem ler estas frases
Venha ver o findar do sol nesta cidade e aprecie a calma desta imagem, que esgotará os seus olhos de emoções.

2 comentários:

Navalha disse...

Estava preocupado. pensei que já não quisesses escrever mais. felizmente enganei-me. há enganos que vale a pena, é verdade. quanto ao poema,lisboa é daquelas cidades que é um poema por si só. vários poemas.
continuarei a vir aqui ao refugio de sonhos que aqui exige existir e pronunciar-se. de resto, obrigado pela companhia de leitora ( um obrigado muito especial e pessoal) no nariz empinado. e desejo que se evitem as esperas que adormecem o mundo. a escrita é vida. e vida é o que a vânia fez muito bem em lutar por criar.

osimachina disse...

adoro quando escrevem sobre Lisboa*
gosto da maneira especial como cada um de nos toca o que nos rodeia*
:voltarei