sexta-feira, agosto 27, 2004

A luz de Lisboa

Finalmente, o descanso merecido,
a paz dos sábios,
o passar ocioso do tempo
em companhia dos deuses do Olimpo.
Bebo tranquilo o néctar das horas
sem relógio nem barco.
Oiço o vento sem temer as tormentas
e muito menos os naufrágios.
Não tenho pressas ... a vida espera por mim!
Chegarei a porto seguro
quando o meu sistema náutico de estrelas,
ventos e correntes
me levarem de volta aos braços dos xailes negros de lágrimas
do meu Restelo amado.
Chegarei depois da ilha dos amores
e com ainda mais tempo,
receberei da luz de Lisboa
um beijo eterno de saudades de outras épocas.

Vg

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