segunda-feira, dezembro 20, 2004

Não espero mais

Uma tristeza profunda e cinzenta
Apoderou-se do meu peito
E um grito de choro estalou na minha garganta,
Tento contê-lo com toda a minha força
O que me faz rebentar as lágrimas
Nos meus olhos de oceano...
E tudo, porque me senti vencida e impotente
Perante o cansaço da espera...
É preciso ter dom para saber esperar sem relógio,
E eu não tenho essa douta capacidade.
No meu peito rebenta um vulcão de sensações
Que não consigo controlar
E que se apoderam de todo o meu corpo...
Conto os minutos do meu dia interminável para,
Que no final do dia possa descansar
Apenas por segundos nos teus braços,
E é com os olhos baços que espero por ti...
E espero... e espero...
Sinto-me tremendamente só, enquanto espero por ti
E cada vez mais e mais cansada
Tanto que dos meus lábios desaparecem os sorrisos
E a alegria foge dos meus olhos.
Não consigo aprender a esperar...

1 comentário:

Navalha disse...

Vânia... e eu que não sabia da existência deste blog. tinhas um, com um rato mickey na frente, ao qual nunca regressaste depois das férias... e um blog de história que me faz supor ser professora de história. digo, ser... porque esse respeito, é claro, se me impõe; mas não sabia da existência deste... hoje lembrei-me de carregar no link que é o nome que aparece nos comments; e assim me deparei com este blog. já está nos favoritos. a poesia, esta, este poema; como dizer? é uma história de uma sensação que talvez seja impaciência ou desespero. não sabia que escrevia poesia... só me resta pedir que continue, tal como se deleita com as minhas palavras (por vezes pergunto-me se será isso possível...), também eu quero, um pouco egoisticamente, me deleitar com as suas.
obrigado pela lembrança e pelo comentário!



(É preciso ter dom para saber esperar sem relógio) - belíssimo.


João.