terça-feira, janeiro 04, 2005

PRISIONEIROS

Ouço ruído lá fora, um leve toque na porta,
Não, não pode ser; eu não quero!
Vou ficar aqui bem quietinha abraçada a ti,
Eu sei quem está lá fora – é o tempo.
Ele quer entrar, arrancar-nos do hoje
Dando-nos o amanhã e eu não quero, tu vais partir,
Eu vou ficar sozinha.
Não vou deixar entrar o tempo,
Se o deixo entrar tu terás de partir
E eu quero viver eternamente este momento.
Eu não quero saber do tempo,
Prefiro permanecer para sempre parada no tempo
Tendo-te aqui, do que cavalgar para o amanhã
Não te tendo perto de mim.
Hoje é sempre, se mandar-mos o tempo embora,
E eu quero que ele se vá,
Não vou deixar que ele volte mais para nos incomodar.
Amor não faças barulho para que o tempo lá fora
Deixe de bater na porta e se resolva a partir de vez,
Esquecendo-se de nós; eternos prisioneiros do Agora.

Vg

1 comentário:

Navalha disse...

Hoje é sempre. Deu-me a ideia de ser um poema muito doce. a ideia de se estar assustado traz sempre à memória um ritmado bater de coração. Adoro a expectativa, sempre a adorei. e realço quea noção de "prisioneiros do agora" me parece ser uma aventura poética fascinante. e sei bem o quão importante as aventuras podem ser.
keep it going...breakin the barriers of...time.

Pedro.