domingo, julho 03, 2005

...

Um murmúrio sem cara
profere palavras que afagam o meu cabelo,
encontro os teus olhos sem cor,
nas palavras sem tom
que me soam como um cântico de anjos.
O tempo pára imóvel
na areia móvel que se escoa
na ampulheta estragada
que faz a contagem dos meus segundos.
Nesse embalo sem colo,
de alguém que desconheço
sinto a paz e tranquilidade que tanto desejo
para acalmar o meu peito em chamas ...
Esta musicalidade angelical
que só eu entendo e ouço
por detrás das outras vozes banais,
descubro o sentido dos meus passos.
Olhando o meu reflexo no espelho
vislumbro-te por breves instantes
e se não precebo qual a cor do teu olhar,
não consegui deixar de ver a luz do teu sorriso
e as tuas asas de nuvem azul.

Vg

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