sexta-feira, junho 27, 2008

Jesus Cristo SUPERSTAR




Sendo este um espaço pessoal, não posso deixar passar mais tempo sem abordar um espectáculo incontornável que se encontra em cena apenas por mais uns dias em Lisboa, na minha apaixonante Lisboa.
Fui ver a peça com as expectativas elevadíssimas, porque já muito havia ouvido falar e lido sobre o espectáculo, como sendo imperdível... durante muito tempo andei a adiar, a adiar, porque o quotidiano é exaustivo e porque, muito sinceramente, as pessoas que eu queria que me acompanhassem também têm uma vida complicadíssima. Mas pronto, finalmente, quando recebi o telefonema a dizer "tenho bilhetes, queres ir?" a pergunta soou até estranha aos meus ouvidos, a resposta só podia ser uma e óbvia. Procurei não ler, nem ouvir mais nada sobre o espectáculo até ao dia. E, assim que entrei, fui arrebatada por aquela história, pelos personagens, pela música, luz, som... que me atropelaram como um comboio e que me levou às lágrimas e me arrancou imensos sorrisos. As emoções seguiam-se em catadupas e o fim aproximou-se demasiado depressa, pois queria mais, muito mais... Tanto que assim que cheguei a casa, fiz um ultimato a algumas pessoas para voltar no sábado seguinte. Fiquei com a sensação que muito ficou por ver e, muito sinceramente, porque ouvi tantas vezes a personagem do Judas do Pedro Bargado, que, quando vi que não era ele fiquei muito triste mas, a surpresa da voz do Ruben (que também conhecia da Academia de Estrelas onde vi também pela primeira vez o Pedro) rapidamente me desviou as atenções.
De todas as cenas/quadros, não posso deixar de ressaltar, a canção de entrada e de apresentação de Judas, que de imediato nos cativa a atenção e nos leva para um Universo mais denso desta personagem, que é muito mais humanizada do que qualquer outra versão que tenha visto ou opinião que tenha lido sobre este homem, porque quando ele diz "tu és o homem que eu mais amei" surge quase como um abraço que nos arrebata porque parece tão verdadeiro e, no desenrolar, é-nos mostrada a dualidade contante desta personagem (amor, raiva, ódio, traição, arrependimento, sentido de missão e de obrigatoriedade...). Outra cena que, na minha opinião escolheria talvez como a melhor, é a dos leprosos, tirou-me o ar essa música. Tanto que não consigo passar para palavras, eu não consegui mesmo desprender os meus olhos e só pensava, Deus se de facto, ouve todos nós, a todo o momento, a pedir coisas e a agradecer e a falar, deve ter mais ou menos essa sensação...
Finalmente as duas cenas da morte (Judas e Jesus) a primeira porque para mim seria impensável fazer essa cena e a última pela carga emotiva que me levou às lágrimas...

A todos os que participam na peça, o meu muito Obrigada, pela noite que me proporcionaram. Muita sorte e antevejo um futuro brilhante para muitos destes actores que até aqui eram pouco conhecidos mas que, certamente, voltarei a rever noutras produções.

Um beijinho
e, a todos aqueles que ainda não foram, não percam essa oportunidade.

Vg

3 comentários:

Anónimo disse...

De facto é isso tudo...pena que esteja já nas ultimas representações.

Anónimo disse...

Também David Ventura nos enternece na sua representação de Cristo. Há um blog dedicado a este actor que pode visitar em :
http://aluzdedavidventura.blogspot.com/

Obrigada

The Star disse...

As cenas que descreveste como mais intensas ou favoritas, encaixam na perfeição com as "minhas" cenas favoritas.
Só tenho pena de não conseguir ver a peça 2ª vez. Adorava ver o Judas do Pedro, mas pronto...
O que é facto é que, não sendo eu católica, esta história é tão intensa que me arrebatou completamente. Será a intensidade e o carisma dos actores na pele de personagens tão marcantes, será a musicalidade que eles têm na voz, as suas emoções que nos contagiam, a história que é marcante?
Seja o que for, é um espectáculo que toda a gente deveria ter a oportunidade ver.
Para quando um DVD com a peça, e de preferência com todos os actores que alguma vez por lá passaram? :p