quinta-feira, julho 24, 2008

JCS - 20 de Julho


Bem, a verdade é só uma: tenho andado a adiar este comentário porque não estava a conseguir articular nenhum pensamento coerente sobre Domingo.
Confesso que, à porta do Politeama estava bastante nervosa… após um comentário no blog dedicado ao Grande Pedro Bargado, recebi a resposta da Susana e começamos a conversar, desde esse dia até domingo todos os acontecimentos se precipitaram muito rapidamente. Portanto, foi com uma enorme satisfação que conheci este grupo e que de imediato me fez sentir parte dele. Obrigada a todas pela diversão, companheirismo, união, amizade, gargalhadas e loucura que se viveu à volta daquela mesa e que se estendeu até aos beijinhos de despedida.
Relativamente ao espectáculo, começo por referir a voz, emoção, serenidade e interpretação do Grande David Ventura, que certamente (ou não) em Setembro já terá um computador para se iniciar nas novas tecnologias, e que emocionou todos aqueles que tiveram o prazer de assistir a esta despedida do Politeama. Os olhares entre Jesus e Judas transmitiam tantas emoções que não consigo descrevê-las. Recordo a voz límpida e doce da Maria Madalena (Anabela) numa excelente actuação, não conseguindo, no entanto, esquecer Laura Rodrigues que também lá estava a aplaudir de pé e que, de todas as outras vezes me tinha levado às lágrimas com a sua emotiva e apaixonada representação. A estrondosa voz que arrepia de Ana Sofia Cruz; a interpretação de Carlos Martins; o aplauso especial e sentido de todos a Tiago Diogo que não segue para o Algarve; a actuação do Caifás de Bernardino Lima e claro, a extraordinária voz de Tiago Isidro. Os meus parabéns a Ruben Varela que vi por duas vezes fazer o papel de Judas (e que faz, no meu singelo entender, um Judas mais doce, muito menos violento que o do Pedro) e no domingo, como Tomé, pela fantástica actuação, simpatia e despedida emocionada.
Sr. Pôncio Pilatos, nem sei por onde começar… espero que o Mestre la Féria não deixe escapar esta voz poderosa que se suplantou na sua despedida em Lisboa. Nas chibatadas nem sei o que me estava a custar mais, se ver a expressão de dor de Jesus, se a de Pilatos. Não deixou escorregar o lençol mas, cantou e encantou na sua interpretação. Fora de palco tenho que referir a gentileza, simplicidade, carinho, humor e carinho que nos dedicou. Demonstrando que as estrelas apesar de estarem lá bem alto, afinal brilham ainda mais intensamente quando não se deixam ofuscar pelo seu próprio brilho. Certamente que irei aplaudir Bruno Galvão mais vezes, de pé!

Pedro Bargado – aqui, as palavras tornam-se ainda mais difíceis… os elogios são mais do que muitos e mais do que merecidos. Nem podia crer, quando nos dizia que estava muito rouco já com a emoção na voz e nos olhos, antes de entrar. Reconhecemos todos, o seu profissionalismo e portanto, julgo que todos sabíamos que, apesar disso, íamos ter do Pedro o seu melhor. Foi de facto a melhor actuação que já vi de Judas. Por diversos momentos só queria conseguir chorar para ver se a emoção deixava de me causar aquele nó na garganta. A sua voz poderosa como sempre, a entrega à personagem, a cumplicidade com o David, o demorado e emotivo beijo da traição e, principalmente as lágrimas que caíram em tantos momentos… E no final, o salto em que eu só pensei “Oh meu Deus que ele ainda se aleija!”, o sorriso rasgado e o agradecimento sentido ao reconhecimento e às palmas que aquele público decidiu dar de pé desde a saída de Jesus e que foi arrepiante. Ainda mais porque também os apóstolos saíram a chorar.
Cá fora foi giro vê-los com a casa às costas e a tristeza que começamos a sentir por os ver ir embora e pelos cartazes que já começavam a ser retirados, ainda para mais quando vimos o sr. Pedro a ir embora. Eu sou sincera, acharia o dia perfeito mesmo que tivesse acabado ali, até porque a Susana até me tinha avisado para não ter muitas esperanças porque o Pedro não gosta de multidões.
Uma vez mais, obrigada ao Bruno que nos fazia sinais para esperarmos para se despedir e rirmos mais um bocadinho e ao Pedro que voltou para nos presentear com muitas gargalhadas, fotografias, beijinhos, sorrisos, atenções, Banana Pão, um olhar “à Judas” que até nos assustou (né Dina?) e que me deixou logo com vontade de ver e ouvir mais!
Sei que o discurso já vai longo mas ainda tenho que partilhar a expressão com que estava depois de sair de junto de nós em frente ao Politeama a olhar para os cartazes, aqui fui uma fotógrafa descuidada, gostava de ter registado em fotografia esse olhar para o poder partilhar com vocês porque sei que iam adorar, era de cortar o coração!
Teria muito mais para contar porque todos os momentos foram inesquecíveis! Espero por mais encontros, almoços e espectáculos porque a vida é só uma e são estes momentos que devemos levar connosco, porque os outros não servem para nada!
Obrigada Dina pela forma como me recebeste (por tudo!) tu também és Superstar e Susana por teres permitido este dia, porque se não fosses tu, jamais vos teria encontrado. Tenho muita pena de não poder ir ao Algarve, mas apoio essa ideia dos almoços pelo país, parece-me muito bem. E têm mesmo razão, para primeira vez com vocês foi muita emoção junta, tive mesmo muita sorte, se forem muitos dias assim não sei se o meu coração aguenta!!!

OBRIGADA!

Já tenho saudades, quero mais!!!

4 comentários:

Anónimo disse...

Vania a agradecer, agradece ao Pedro, que o grupo só começou graças a ele.

Realmente o domingo foi fantástico, desde o primeiro minuto do dia havia uma onda boa e quando nos juntamos todas melhor ficou. O almoço foi divinal e até tivemos direito a "supresa" de um senhor hihi

Bigada por te teres unido a nós.
Muitos convivios hao-de vir, e vou deixar-te sempre a par deles.

JInhos

The Star disse...

Estou emocionada... Ao ler as tuas palavras confesso que chorei, por me recordar de todas as sensações que vivi ao maravilhar este musical, onde tudo é perfeito, luz, cor, cenários, música, público, mas principalmente os actores e o encenador.

Compreendo todas as emoções que sentiste, pois eu também as senti da mesma forma e com a mesma intensidade. Existem cenas que de tão arrebatadoras, me fizeram vir as lágrimas aos olhos e outras me colocaram um nó gigante na garganta e no coração. É algo indescritível, algo que só nós sabemos o que é viver, algo que custará a muito boa gente compreender, pois sem lá se estar, não se percebe o estrondoso espectáculo que é o JCS.

O facto que se conseguir ter estes momentos tão próximo dos actores, que se nos revelam ser tão humanos quanto nós, faz-nos aproximar muito deles, e ter aquela empatia que julgávamos ser impossível.

A única coisa no meio disto tudo que me arrependo, foi de não ter voltado a ver o musical, para ver e ouvir o Pedro. Mas como ele será uma das estrelas do próximo musical do sr. La Férias, aí poderei apreciar o seu grande talento. :)

Como vês, eu também gosto muito de me alargar nos comentários. Mais alguma coisa que temos em comum. ;)
Espero não te entediar um tanto "parlapiet".
Beijinhos para ti.

Dina disse...

Oh Vaniaaaaaaaaaaaaa,

A culpa é da Susana de eu só agora ter encontrado o teu blog. Sabes que eu não sou destas coisas.

Pois, minha linda, não me agradeças a mim. Agradece ao Pedro. Ele é a Luz negra que nos guia, nos incentiva mesmo sem o saber.

Bem, como este comentário já tem o prazo de validade over, venha o West Side!

Beijos muitos

papiro disse...

Dinaaaaa!

Tu já tinhas comentado o comentário porque também o pus no Grupo (que é o melhor sítio para o colocar!)

Tenho que te agradecer sim, a ti e à Susana, sem vocês não teria sido a mesma coisa e como teria repetido as idas? E recebido tudo o que recebi no dia 20?
Era impossível!

Mas concordo contigo, WSS que venha depressa porque já estou cheiiiaaaaa de saudades!

Beijinhos muuiiitttoooosss Su, Dina e Star!