À terceira não foi de vez (espero eu!)...Mais uma noite, desta vez sem chuva nem frio, me desloquei até às Portas de Santo Antão para partilhar, com algumas das pessoas mais importantes da minha vida, a emoção deste espectáculo fabuloso que é o WSS.
Ainda não foi desta vez que consegui ver a Maria, da Cátia Tavares e o Tony, de Ricardo Soler, por isso digo que ainda espero regressar, se não antes, pelo menos para a despedida, que desejo que ainda venha longe, porque certamente ainda faltam muitas camionetas de todo o país. Muitas pessoas ainda não se deleitaram com aquele magnífico cenário, com a adaptação deste grande musical que fez e continua a fazer parte das recordações de qualquer amante de música, musicais ou cinema, com o talento da orquestra que, do fosso, também nos embala...
Desta vez não abdiquei de um lugar na 1.ª fila... a minha altura só me permite uma boa visão do espectáculo aí desses lugares, de onde quase não se perde pitada! Eu disse quase, porque ainda não consegui ver de onde aparece o Bernardo na sua primeira cena... os Jactos e os Tubarões estão já na sua primeira disputa e captam-me sempre a atenção!
Esta é a 2.ª vez que dedico algumas das minhas palavras a este espectáculo de Filipe la Féria e, por isso, vou aproveitar para falar de alguns actores de quem não falei da primeira vez... Falar no espectáculo deste dia 24 de Fevereiro sem começar pela espectacular actuação de Lúcia Moniz é tarefa impossível. Há já muito que reconheço o seu talento e simpatia (há muitos, muitos anos atrás,tive o privilégio de passar um dia nos estúdios da NBP, nas gravações da telenovela A Grande Aposta em que a Lúcia era a protagonista). Para a actuação desta noite não encontro sequer palavras, para a entrega desta Anita de sorriso sempre posto, para a sua boa disposição, harmonia e ritmo na fantástica cena do baile. Pela forma como apresentou as razões de gostar de estar na América... e porque as lágrimas cairam, inevitavelmente, a quando da morte do seu Bernardo. O que, acabou por contagiar o público! (a mim???? nem pensar!!!)Como era 3.ª feira, o líder dos Tubarões era o actor Telmo Mendes, a quem deixo também, os meus sinceros parabéns! Não consigo, nem vou, fazer comparações entre o Bernardo do Pedro Bargado e do Telmo, mas acho que a personagem está muito bem entregue a estes dois actores!
Da última vez não referi a fantástica actuação da actriz Cátia Garcia (Anybodys), e do jovem actor Jonas Cardoso (Baby John). De cada vez que passo por este teatro mais graça acho a estes dois personagens. Julgo que ninguém consegue imaginar os Jactos sem a vossa presença, por isso, aguentem estoicamente a forma como o restante grupo vos trata e ainda irão liderar este gang :)
Gostaria também de deixar dois grandes aplausos, um de saudade, a Carlos Quintas, a quem desejo as maiores felicidades para os novos projectos que aí se avizinham e outro para a entrada de um Tenente Schrank igualmente duro com os "nossos" gangues rivais. De imediato me esqueci que este actor é também o doce Portuga d'O meu pé de laranja lima. Mais um desafio conquistado, Nuno Guerreiro!
O texto já vais longo, por isso, assim de seguida aqueles a quem já havia dedicado antes, algumas palavras e que mantém o mesmo profissionalismo, entrega, entusiasmo, paixão, cumplicidade, ritmo, voz... em suma, talento, muito talento e cujas personagens estão cada vez melhores (por ordem alfabética):
- Alberto Villar (Doc) - ao vê-lo representar só nos podemos sentir privilegiados. Porque é que eles não ouvem aquilo que diz? poupavamos umas lágrimas no final...
- Ana Cruz (Rosalia) - de cada vez que vou, mais gosto desta personagem. Na música América, só podemos rir com as expressões e aplaudir a maravilhosa voz e interpretação... JCS, Meu pé de laranja lima e WSS, em todos eles a criação de personagens que nos deixam marca!
- André Lacerda (A-Rab) - "Fantástico" é aquilo que este actor, cantor e bailarino faz em cima daquele palco, mas isso já eu disse das outras vezes...
- Bárbara Barradas (Maria) - Esta Maria tão doce, tão meiga, tão inocente e, ao mesmo tempo, tão forte. É um encanto a sua voz! De todas as vezes que a vi e ouvi, me arrepiei com a sua capacidade vocal... Deste lugar tão próximo dos actores as cenas tornam-se mais intensas e por isso mesmo nos conduzem ainda mais facilmente para o interior daquele enredo, da sua cumplicidade e dos seus sentimentos, sejam eles de dor ou de amor!
- David Ventura (Glad Hand) - É impossível conter a gargalhada na cena do Baile! Pa-pa-parou! Como é que, com tão poucas cenas, se torna numa peça tão importante para esta história? (De qualquer forma, sinto saudades de o ver, vestido de branco a descer da plataforma...)
- Rui Andrade (Tony) - A cumplicidade espelhada no vosso olhar nas cenas de maior intensidade é extraordinária! A voz, entrega à personagem e a interpretação é irrepreensível!
- Ruben Varela (Action) - Neste dia, como sempre, esteve fabuloso. Essa personagem de fatinho azul e casaco cor de grão, que está sempre pronta para resolver todas as situações de forma violenta, parece crescer dentro do musical e isso só se deve, no meu entender, a uma razão: ao seu talento! Canta, dança, representa ...
(é muito difícil dizer alguma coisa inovadora ou diferente, por muito que tente, escreva, apague e reescreva... tenho que actualizar os meus adjectivos para ver se descubro novos ou que ainda não tenho utilizado...)
(é muito difícil dizer alguma coisa inovadora ou diferente, por muito que tente, escreva, apague e reescreva... tenho que actualizar os meus adjectivos para ver se descubro novos ou que ainda não tenho utilizado...)
Adoro a cena do psiquiatra, acho que a música é muito divertida, que a coreografia foi muito bem pensada e que, visualmente, resulta muito bem. Em cima da mota e depois todos juntos no Calma, mais um momento alto do espectáculo! Uma cena que, se só tivesse visto uma vez, iria dizer que não tinha gostado muito... agora é uma das minhas preferidas!
Por tudo isto e por aquele conjunto incontável de outras pequenas coisas que me levam a aplaudir este talento e que me levarão a seguir o seu trabalho, dou os meus parabéns!!! Sempre!
"A luz emana de dentro e difunde-se em tudo o que te rodeia."

- Sérgio Lucas (Snowboy) - Dentro dos Jactos o seu papel é fundamental e a sua personagem muito carismática. Adoro a voz, a postura, a cumplicidade com Anybodys, quando finalmente, reconhece o seu trabalho e a aceita como parte integrante do grupo.
- Tiago Diogo (Riff) - Que líder corajoso, divertido, solidário, companheiro... só não entendo como é que deixa o grupo sem líder... isso não se faz! Acho que a "pele" deste Riff vaidoso e orgulhoso das suas conquistas na zona Oeste da cidade veste na perfeição a voz, a expressividade, a postura... em suma, a interpretação deste actor que já nos habituou a um enorme profissionalismo, dedicação e grandes personagens.
(Quem é que me mandou a mim ter esta ideia peregrina de falar sobre o West Side Story, novamente? Uma vez foi difícil, agora falar um bocadinho mais e de forma individualizada de algumas personagens foi ainda mais complicado)...
O certo é que, as palavras se repetem inúmeras vezes porque não é por acaso que, estes actores a quem dedico as minhas singelas palavras, estão em cima daquele palco, que já nos habituou a espectáculos de enorme qualidade e profissionalismo.
O certo é que, as palavras se repetem inúmeras vezes porque não é por acaso que, estes actores a quem dedico as minhas singelas palavras, estão em cima daquele palco, que já nos habituou a espectáculos de enorme qualidade e profissionalismo.
Desta vez, achei que a cumplicidade entre o elenco foi ainda mais intensa do que das outras duas actuações a que assisti, o que me deixa com curiosidade de ir espreitar outro dia, assim lá mais para a frente!
A verdade é que vale a pena ver teatro em Portugal e, apesar de não ver tudo o que gostaria de ver, porque o tempo não dá para tudo e o dinheiro não é elástico, a verdade é que, felizmente, na maioria das vezes que tenho ido, tenho assistido a boas produções. O género musical para mim, é o que mais me encanta, muito provavelmente por aliar três das minhas grandes paixões: a música, a representação e a dança e porque, mais facilmente me transporta, das cadeiras do teatro para esses outros "mundos".
Foi uma noite muito, muito bem passada, com muitas palmas durante e principalmente, no final do espectáculo. Todos os que me acompanharam adoraram também esta saída cultural e, alguns, prometem regressar! Cá fora a boa disposição reinava, assim como o cansaço natural no final de um dia de trabalho intenso, nada que não melhore com um abraço, carinho e amizade!
* fotografias de Marta Ferreira


1 comentário:
Encetaste uma tarefa quase impossível, voltar a escrever sobre este musical que sempre nos enche de alegria por dentro e nos deixa de coração apertado. Mas devo dizer que te saíste muito bem!
Ler sobre o musical faz-me sempre tão bem, é como se voltasse a estar na plateia. E desta vez fui transportada para a 1ª fila. Acho que não mais quero ver a peça noutro local senão dali. Tudo é mais intenso e arrebatador, tudo é mais próximo de nós, dá vontade de saltar para o palco para dançar e de cantar com eles (iria afugentar tudo e todos, mas era só um pormenor!). :p
Quando quiser voltar a escrever sobre o WSS, não sei se conseguirei fazê-lo de forma tão eloquente como tu aqui o fizeste!
E mais não consigo dizer, por não ter palavras que consigam descrever o que é ir ao Politeama e viver o antes, o durante e pós espectáculo. Mas que desta vez foi ainda mais especial, isso foi.
Obrigada eu, mais uma vez, por nunca te esqueceres de mim e me acompanhares sempre. Adorei a vossa companhia, aliás, todos adorámos!
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